quarta-feira, 18 de maio de 2011

Terra de ninguém

Terra que olhos não vêem
terra de olhos que não vêem nada
que ande nas superfícies,
nenhum rio cujas águas correm rasas;
tudo é pleno... profundo
de dores, de alegrias,
de risos, de lágrimas...

Seus labirintos são feitos de silêncio
profundo,
outros de vozes intermináveis.
Seus vales são feitos de indecisões
e montanhas construídas de sacrifícios.
Chamam-te "terra de ninguém",
pergunto-te: "Ninguém mesmo?"

Incendeio suas matas com paixões
lavo-te nas tempestades intermináveis
de minhas lágrimas.

Construí para ti um calvário
para o teu sacrifício
para morreres aos poucos
por amar mais, por amar tudo
por entregar-se em favor do bem
que cura os maus.

Tera de solo nobre
que no rico mostra o póbre
que me veste de nudez
e de verdade
leve-me ao silêncio
onde te aquietarás
e na quietude de nossas palavras
saberemos o que fazer

23/06/2008

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