terça-feira, 17 de maio de 2011

Beijos

Beijos despretensiosos
não esperam por nada
não sonham com nada
não pedem nada

beijos sem utilidade
não servem pra nada
senão para o efêmero sabor das delícias
não dizem nada
senão o silêncio que se deseja
não sentem quase nada
senão o turbilhão de sensações que ordenam todo caos

beijos sem ordem
beijos sem horários marcados
beijos livres e sem perguntas
beijos e beijos e beijos

beijos de poesia sem rima
beijos sem acentos
beijos sem ponto final
beijos sem regras

tudo vale, tudo pode quando se beija
o mundo precisa de beijos

poetas são especialistas da alma... e do beijo
beijam com palavras
beijam os amigos
beijam seus amores
e todas flores

despretensiosos e sem utilidade são os beijos,
os beijos da alma
ósculos de fidelidade
puros, sagrados e sem fim.

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