Sem inspiração,
desnutrido de tudo o que é belo,
é o poeta feliz.
A reflexão é filha da inquietude
do sorriso adiado
da incompleta certeza
é pós-orgasmo sem amor
e sem cigarro
e até nas vitórias sem sentido
olha-se e pergunta por algo que lhe pareça belo
nem que seja uma dor
nem que seja um cigarro
não há óbvios
transeuntes do oblíquo
e do afluxo de obséquios
apenas por compreender o que não é reto
pois é assim,
poetas choram e riem
fora de ordem
errantes e sinceros
não quero mais escrever....
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